Tuesday, December 25, 2012

SILVA PINTO DEIXA O PS

Hoje ouvi por várias vezes a notícia de que Silva Pinto, antigo deputado do PS, tinha deixado o partido por achar que "o Seguro", para além de bom rapaz, não vele um chavo e que as pessoas que o rodeiam nunca farão um bom Governo.
 
Para além de "antigo deputado do PS", pouco mais se dizia e a internet não esclarece muito mais.
 
Tive que me aplicar e lá consegui confirmar que este Silva Pinto é o antigo ministro das corporações de Marcelo Caetano, creio que o último, anteriormente secretário de estado do trabalho.
 
Joaquim Silva Pinto, hoje com 77 anos, pertence a um grupo de "tecnocratas" ou "jovens brilhantes" que Caetano trouxe (ou repescou) para a política que pretendia implementar. Desse grupo faziam parte, entre outros, Xavier Pintado (depois reitor da católica), Rogério Martins (creio que chegou a ministro, no PS), João Salgueiro (esteve em vários governos PSD e foi candidato a lider, derrotado por Cavaco).
Deixo-vos aqui um link, interessante para quem se dedica a estas coisas.

Saturday, December 22, 2012

O SILÊNCIO DOS INOCENTES...

Pode ser uma sugestão politicamente incorreta e, a priori, nem sequer será considerada por vir da "horrorosa" NRA.
 
Mas que faz todo o sentido, faz.
 
Afinal, na guerra combatem-se armas com quê, com feijões?
 
Veja os comentários no Facebook aqui

WIRYIAMU - 40 anos em 16 de Dezembro

Aqui fica um link para não deixar cair este assunto que tanta gente anda a tentar varrer para debaixo do tapete.
 
Veja mais aqui

Sunday, December 09, 2012

Com Louçã disponível, agora é que isto vai!

O Público dá hoje 3 páginas 3 ao grande político Francisco Louçã, hoje disponível para pensar o governo de convergência das esquerdas, o governo que nos vai tirar do atoleiro intemporal em que capitalismo especulador e desregrado nos meteu e conduzir o luso rebanho aos amanhãs que cantam.
Liberto das pesadas funções de "coordenador" do Bloco de (extrema, não esqueçamos, de extrema) Esquerda pelo casalinho Semedo - Catarina, vamos ter Louçã todo para nós. De outra forma não se compreenderia, dado que o apelo da Pátria é claro e veemente:
 
LOUÇÃ!, LOUÇÃ!
 
Ou melhor, dada a intimidade deste cidadão ímpar com a Nação, com a Pátria:
 
FRANSCISCO, Ó FRANCISCO!
 
O Francisco já vai; felizmente a Catarina está a sair-se muito bem, criando até um novo estilo, uma nova lógica com silogismos de fazer tremer os ímpios e fazer Descartes, ou que dele restar, dar voltas na tumba. Dizia a pobrezinha, a partir de uma escola:
 
"Visitei esta escola e não vi gorduras, só vi professores e alunos; portanto (sublinho, eu, o portanto) os cortes que o Governo quer fazer vai ser despedir professores e funcionários..."
 
e por aí fora. Fantástico, o Francisco pode ir em paz que o lugar (melhor, 50% do lugar) está feito.
 
Deixando Catarina a Pequena (merecerá plenamente o cognome de A Grande quando conduzir a sua metade do Bloco ao Poder) e voltando ao Francisco, ele desdobra-se em profecias, dúvidas e afirmações dignas do lider carismático que é e que faço questão em partilhar convosco:
 
A estrutura de alternância partidária nos governos “é uma forma de corrupção política"
 
O risco que existe é a esquerda ser incapaz
 
É mais fácil Cristo descer à terra do que o Presidente tomar alguma medida sobre os bens essenciais da política orçamenental
 
Quando olhamos para as primeiras filas das bancadas do PS ou do PSD, o número de pessoas que trabalha no BES é assustador
 
Ricardo Salgado, convida lá o piqueno para o BES, pá! As citações vão num arremedo de arco iris, como convém a um partido tão inclusivo como o B (ext) E.
 
Se vos abri o apetite, comprem o Público e leiam o resto.

Saturday, December 08, 2012

Adelino Gomes e a gestão privada da coisa pública...

ADELINO GOMES NÃO É (REPITO, NÃO É) UMA CAVALGADURA.
 
Ok? Que isso fique claro. No entanto...
 
 No entanto ele e mais um magote de briosos rapazes andar a fazer ensaios, artigos, papers e lá chegaremos às teses para marcarem a sua posição à la gauche sobre os malefícios terríveis e irreversíveis da gestão privada de coisas públicas.
 
Esta não cavalgadura afirma "GESTÃO PRIVADA DE UM SERVIÇO PÚBLICO É UMA CONTRADIÇÃO NOS TERMOS".
...
Lendo (em diagonal larga..) não vejo nenhum qed que me faça sequer pestanejar.
 
Para mim, o centro da questão está no controlo e nunca na gestão.
 
Se a gestão falha é mais fácil mudá-la se for privada (cancela-se o contrato, se for caso disso, ou não se renova); se for pública, muda-se o "diretor", que vai mal gerir para outro lado (tem "vínculo" como "gestor público", não é verdade?) mas os FP's ficam como fica a "cultura" da instituição.
 
Se o controlo falha, não muda nada: muda-se o Ministro? O Secretário de Estado? O Diretor Geral? Uma ova, ficam até ao fim da legislatura.

Se uma comunidade é suficientemente grande para conseguir prover determinados serviços para os seus membros e se não é suficientemente pequena para conseguir gerir a coisa como um condomínio ou uma pequena freguesia (reuniões periódicas de todos em que se decide tudo) a comunidade nomeia um "funcionário" para tratar do assunto e, naturalmente, prestar contar periodicamente.

 Já aqui, em pequena dimensão, não vejo qualquer problema em que o funcionário seja membro da comunidade ou seja contratado fora da sociedade, um especialista, um profissional - o essencial é que ele "funcione" de acordo com as especificações da sociedade que o contratou e que esta não o deixe em roda livre - a prestação de contas do que faz e do que gasta é essencial.

 Numa sociedade maior e mais complexa (seja Portugal) os serviços públicos (entenda-se, serviços prestados à comunidade) são prestados por organizações, normalmente pertencentes à estrutura do Estado ou dele direta ou indiretamente dependentes - empresas públicas (EP), serviços públicos (SP), etc. Esses serviços contratam pessoas que podem ou não vir a integrar os serviços de forma permanente tornando-se funcionários públicos (FP) ou limitam-se a prestar serviços com vínculos variáveis (à tarefa, por projeto ou obra, por tempo determinado, etc). Igualmente podem ser contradas empresas para prestarem serviços à EP (ou SP, etc).

 Se a EP deixar os contratados ou os FP em roda livre o serviço à comunidade pode degradar-se ou encarecer injustificadamente.

 De igual modo, se a tutela (Ministério, Direção Geral, etc) deixar as EP, SP, etc, em roda livre o serviço à comunidade degrada-se ou encarece injustificadamente.

 Se a tutela contratar a uma empresa privada a prestação do serviço anteriormente atribuído a uma empresa pública ou simplesmente a gestão dessa EP ou SP, fico à espera que alguma das sumidades demonstre que o centro da questão não é o controlo da tutela sobre a adjudicatária da prestação do serviço à comunidade, exatamente como esse controlo era essencial quando essa prestação estava atribuída a uma SP ou EP.

 Sei que tenho que esperar sentado (ou deitado) - o que Adelino Gomes diz é elucidativo...

Thursday, December 06, 2012

A CARIDADEZINHA E A SOLIDARIEDADEZINHA

Vamos brincar à caridadezinha, festa canasta e boa comidinha... assim cantava o Zé Barata Moura nos tempos da outra senhora, vituperando a burguesia e as tias de Cascais. 
 
toque aqui (espero que dê o cantautor, atual ex reitor)
 
Uma coisa que sempre me chateou é a atitude de certas pessoas "intelectuais" ou "finas" que acham que dar esmola aos pobres é errado: eles habituam-se e passam a parasitar as pessoas em vez de trabalharem. Além disso dar esmola não resolve o problema da pobreza.
 
A primeira razão é mesmo verdadeira - é ver os parasitas que os diversos abonos pós 25 de Abril criaram, as casas para os pobrezinhos, dadas e arregaçadas, o rendimento mínimo garantido e o seu sucessor rendimento social inserção (que não insere puto!), etc, etc, etc.
 
Mas o segundo "argumento" esse sim é que me irrita: eu ao dar esmola (agora já não se diz esmola, diz-se contribuição para os mais necessitados) não estou a tentar resolver o problema d"a pobreza" - isso, quando muito, é quando voto nas eleições. Quando dou esmola (e eu a dar-lhe...) pretendo apenas atenuar o sofrimento, ou fome, ou carências várias  daquela pessoa concreta, naquele momento concreto.
 
A mim pouco me custa e a ele pode ser a diferença entre umas horas com fome e uma horas consolado.
 
Por isso dou esmola (enfim, não dou a drogadinhos nem a gajos com ar de malandro e bom corpinho para vergar a mola, etc).
 
Como sou meio de esquerda (os retornados chamam-me comuna por ter apoiado e continuar a apoiar a descolonização e a R.P. Angola) meio de direita (é verem o que me chamam os comunas e outros esquerdalhos, eheheheh) eu não faço caridadezinha nem atos de solidariedade: faço atos de caridadezinha solidária.

Presumo que assim já não me chateiam...

A HIPOCRISIA E A MORTE

O Publico dedica hoje quatro páginas (incluindo a primeira que, como mostro, lhe é dedicada em mais de metade) a  Joaquim Benite .
 
O Público refere também a morte de Dave Bruebeck, o pianista que (terá feito) o jazz sorrir (uma página interior com chamada à 1ª) e nada sobre Niemeyer, que morreu já depois do fecho da edição.
 
O que me chateia (e daí o título) é que não obstante ler jornais todos os dias um semanário ao fim de semana, ver vários telejornais e acompanhar as notícias pelo rádio durante grande parte do dia, não me lembro de ter ouvido alguma referência a Benite - ainda por cima tem um nome nada vulgar de que me lembraria.
 
Imagino que nas notícias sobre teatro o nome dele me tenha passado à frente várias vezes, mas sem qualquer destaque que me levasse a ler a notícia - essa secção, em geral, só sobrevôo, muito por alto.
E, afinal, o homem terá sido um dos grandes do teatro português atual.
 
Então por que raio não lhe foi dado o devido destaque em vida e todo este destaque na morte?!

Não percebo (e gostava de perceber).

Nesta linha, reparem que a entrada na Wikipedia (link no nome, acima) tem todo o "ar" de ter sido feita à pressa por alguém que, noticiada a morte, se apercebeu que não existia nada e meteu um texto e alguns links. Tratamos muito mal as pessoas em vida e, depois de mortas, apressamo-nos a incensá-las.

Triste!
 
 
 

Saturday, November 24, 2012

A UNIÃO EUROPEIA - FALHANÇO OU TALVEZ NÃO

Com a sua moca sempre afiada, Vasco Pulido Valente zurze forte e feio na União Europeia que, pelos vistos, desiludiu muita gente - toda a gente?
 
Os países do sul (em particular as suas elites esquerdalhas...) queixam-se que os países do norte deviam ser solidários - suponho que pagando as dívidas que aqueles acumularam e agora não querem ou não podem pagar ou, muito simplesmente, não querem apertar o cinto para pagar.
 
Muita gente está desiludida porque esperava que por artes mágicas (ou por arrasto do Euro) o Europa das Nações tendesse para um verdadeiro Estado, uma espécie de Estados Unidos da Europa.
 
Os ingleses, gente "antiga" e que está habituada a tratar dos seus assuntos (às vezes with a little help from their friends, claro) vê na União Europeia pouco mais que uma área de livre comércio, com benefício para todas as partes, enquanto as tais "todas as partes" acharem que têm de facto vantagens em pertencer à União. A Inglaterra não entrou no Euro, por motivos óbvios - digo eu.
 
Afinal, as pessoas (e as nações) são felizes ou infelizes consoante as fasquias das expectativas são colocadas ao seu alcance (com um esforçozinho, estimulante) ou completamente fora dele - e da realidade.
 
Um amigo meu tentava, já há uns bons dez ou vinte anos mostrar-me que as Pátrias europeias, as "nacionalidades" estavam em clara retração face à cidadania emergente - a europeia - e que isso se sentia quando se cruzavam fronteiras sem parar, se falavam duas ou três línguas e toda a gente se entendia.
 
Eu contrapunha os movimentos centrífugos em Espanha (várias nacionalidades em união mais que precária), na ex-URSS que deu numa dúzia de países e, mesmo assim, ainda há duas ou três (se calhar mais) nacionalidades a "ferver" como a Tchechénia. Nos balcãs, a Juguslávia, estava novamente a balcanizar-se, com guerras fraticidas pseudo "religiosas", a Bélgica instável como sempre e... por aí fora.
 
Parece-me que o que faz sentido é mesmo encararmos a Europa como ela é - a Europa das Pátrias - e tentarmos manter o que conseguimos: um mercado comum, um espaço de livre circulação de pessoas e bens, com normas e regulamentos comuns para várias áreas de atividade, com várias políticas comuns ou concertadas coordenadas por órgãos representativos dos países membros  e ... não forcemos a nota. Vamos com calma.
 
O Euro está a tornar-se num problema, moeda única num espaço não unificado politicamente, com orçamentos descoordenados e finanças, em muitos casos, à beira da ruína.
 
Mas entre o Euro matar a Europa-que-temos e a Europa sacrificar o Euro - claramente, que se lixe o Euro!

BAGAS DE GOJI - MUITO FIXE!

Já há alguns meses que reparei, na zona dos amendoins, cajus, etc, uma bancada com estes pacotinhos que, à primeira vista, me pareceram conter piri piri.
 
A minha caríssima metade interessou-se pelo assunto e acabámos por comprar (e temos comprado regularmente) estes frutinhos secos vindos da China, tipo passas, adocicados que, segundo os vários sites que visitei, só não tratam o mau olhado e a espinhela caída.
 
Do colesterol à falta de "licuto", fazem bem a tudo.
 
Ora veja mais aqui

Monday, November 19, 2012

Para a "esquerda" uma Jonet aceitável é uma Jonet calada...

A esquerdalhada e os seus compagnons de route continuam o ataque à Xonet. 
 
É que ela não é solidária, ela faz "caridadezinha". Há pouco, o BA era o máximo; a Xonet opinou - caiu o Carmo, a Trindade, o hotel Vitória, o Rato e por ai fora.
 
Queriam-na calada, era o que era!

A Gaza do Há Mais ou a desonestidade engagée...

Erro estratégico, diz Público!
 
Erro estratégico, my ass! (digo eu) 
 
O reinício em força do lançamento de mísseis artesanais melhorados (o Há Mais aproveita bem as tréguas, emerge sempre mais forte...) devia ter sido ignorado por Israel, em nome duma trégua duradoura, dizem as pombinhas de Israel (não é só a Cat'rina que tem pombinhas, não julguem...)
 
Que ingenuidade... ou que desonestidade engagée!

Sunday, October 14, 2012

AINDA A PRAGA DAS PRAXES!

Clique para ampliar e ler
O Público de hoje traz um artigo de uma professora da universidade do Minho, sobre a praxe.
Não traz propriamente argumentos novos, mas é bom que não esqueçamos os "antigos" para vermos que continuam perfeitamente atuais:
- o processo de integração dos novos alunos passava muito bem som a praxe;
- a praxe propicia oportunidades aos tipos mal formados e mais ou manos tarados para darem largas às sua frustrações, às suas taras, aos seus complexos (de inferioridade?...);
- a praxe representa uma perda de tempo perfeitamente injustificável no início do ano levando muitos alunos a faltarem as primeiras duas ou três semanas para se livrarem das cavalidades dos "doutores";
- a praxe estabelece uma hierarquia perfeitamente ilegítima e indesejável em que os alunos dos anos mais adiantados "mandam" nos dos anos abaixo, pelo menos nos caloiros.
Tenho-me farto de escrever sobre o assunto (veja, por exemplo  aqui) mas por hoje basta-me o texto da professora Laura Ferreira dos Santos que aqui vos deixo.

Saturday, October 06, 2012

A DESPESA DO ESTADO

Por entre o ruído que a oposição e os "indignados" fazem, amplificado pela comunicação dita social que vê nas desgraças, acidentes, tragédias e por aí fora a oportunidade de ouro para vender papel ou sound bytes, é interessante vermos o que fez o governo (o tal que não governa, cheio de incompetentes, mentirosos e gatunos, "povo" dixit...) e, a menos quo José António Fernandes esteja a inventar números com objetivos inconfessáveis, parece que a gestão parcimoniosa da Saúde, da Educação, da Segurança Social e até (espantem-se caríssimos!) nas PPP's está a dar os seus frutos.
 
Entre 2010 e 2012 a despesa do Estado encolheu de € 83.000.000.000 (oitenta e três mil milhões para quem fique de olhos em bico com tanto zero) para € 70.000.000.000, ou seja € 13.000.000.000 (treze mil milhões) ou seja, ainda, encolhei 15,7%.
 
Nada mau para um governo que não governa, que é "o mais incompetente dos governos em democracia" (para D. Arménio, vivemos em democracia quando lhe convém...).
 
Deixo-vos aqui o texto completo do José Manuel Fernandes, com a devida vénia, e destaco a parte final, muito interessante, em que ele lembra que o país longe de ter chegado a este ponto por obra e graça "da Europa" ou "dos bancos", foi conduzido até aqui por governantes que tomaram decisões, fizeram ou tentaram fazer reformas, fizeram opções e "apostaram" num determinado caminho.
 
Por muito que os inteligentes, de esquerda e direita, ataquem o desgraçado do Passos Coelho, a verdade verdadinha é que ele recebeu um barco carregado de pedras, com um manifesto de carga falseado (os buracos que foram surgindo foram mais que muitos) e cheio de ratos a roerem velas, cordas e casco.
 
Mas o que malta quer mesmo é que a Europa nos dê uma palmadinha nas costas, pague as dívidas por nós, sem termos que apertar o cinto... e podermos continuar a viver a crédito como se fossemos aí uns 10% mais ricos do que realmente somos.
 
Isso é que era do caraças, hã?!
 

Sunday, September 02, 2012

MANUEL LOFF SEGUNDO Mª FILOMENA MÓNICA

A historiadora Maria Filomena Mónica comenta a polémica entre dois colegas, sendo que ela considera o Manuel Loff um historiador medíocre - aliás nem o conhecia...
 
MFM não percebe por que é que o Público não lhe puxa as orelhas, pelas mentiras e ordinarices que escreve.

Ela não deve ter reparado que o Público mantém desde há muito, entre os comentadores "encartados", uma criatura que desempenha o papel do comunista puro e duro para quem, realmente, um tipo só pode ser comunista ou fascista. O antecessor do Loff era um "perito de informática", Vilarigues de seu nome, cujas crónicas eram do mais caceteiro, primário e stalinista que eu me lembro de ter alguma vez lido.
 
O "historiador" Loff recebeu o testemunho e segue o guião com entusiasmo sem desvios.

Saturday, August 18, 2012

A crise, a tropa, a comunicação "social"...

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Deixo-vos aqui o editorial do APOIAR nº 75 que, se bem que seja de Junho passado, é perfeitamente atual ao tecer considerações sobre a "nossa imprensa", o que a move, o acompanhamento que (não) faz dos "escândalos" que promove, a influência nefasta que tem sobre os cidadãos que ainda acreditam no que a comunicação dita social comunica, que ainda não perceberam quão artifical é o ambiente de fim de regime, quando não de fim de vida, que ela promove e de que se alimenta. Mas, ai de nós, uma imprensa livre, mesmo merdosa, é essencial ao controlo do Poder do Estado que, sem ela, seria quase incontrolável, pior: quando o Estado controla a comunicação "social" tem (quase) todas as condições para se eternizar.

Que o digam os degraçados cidadãos dos antigos países comunistas, que o diagam os alemães e italianos nos anos 20, 30, 40...


Tuesday, August 14, 2012

OS PROFESSORES DESEMPREGADOS

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O Publico trazia esta manhã um artigo de José Carvalho em que ele tece considerações sobre a reivindicação dos "professores" para que o Estado lhes garanta empregos, quaisquer que sejam as alterações no número de estudantes, de escolas, de cursos. Os professores é que não podem ficar sem ter um encosto. Leia o texto ao lado, de que destaco a parte final, na imagem acima.


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OS EQUÍVOCOS SOBRE OS EUCALIPTOS

Sem comentários, transcrevo um artigo que o Público de hoje trazia, escrito por um engenheiro agrónomo, um tal João M. A. Soares.
Contra a diarreia que os "ambientalistas" espalham a propósito dos males que o eucalipto trazem "à floresta" e ao "ambiente", o articulista apresenta dados para quem tiver pachorra e curiosidade verificar.
Se não tiver pachorra pode sempre pensar. Já não era mau...

Saturday, July 28, 2012

A monja e o capitalismo "não ético"

É muito raro ler o DN mas, quando o Público se atrasa muito (o que, ai de mim, não é raro...) lá volto ao pasquim que Saramago procurou sanear de todos os vestígios de "fascismo" durante o verão quente do PREC.

Os colunistas são um mimo, a começar pelo dono da contra capa, o Ferreira Fernandes, que leio sempre só pelo ponto de vista dele, sempre, sempre, diferente do meu...

O padre (e professor de filosofia, nada de dúvidas!) Anselmo Borges prega-nos hoje com a xaropada que acima afixo, nada mais nada menos que o pensamento da irmã Teresa Forcades, beneditina "doutorada em medicina e em teologia".

Com estes pergaminhos, para suportar as ideias que choverão a seguir, procuro logo um guarda chuva, que a tormenta promete.
E vejam só a pérola, a chave de ouro do pensamento monacal, aqui ao lado.

E com esta me vou, abananado: com soluções destas e soluções como as do Génio da Província (o mui digno prof Boaventura) o capitalismo bem pode tremer, a troica abanar e amiga Angela Merkel rir a bandeiras despregadas.

... e eu com ela, eheheheheh!

Wednesday, July 18, 2012

O INACREDITÁVEL JANUÁRIO TORGAL, BISPO DA ICAR E DAS FA'S


Estaria bêbado?! Sob o efeito de drogas?! Reparem na expressão esquisita, transtornada do gajo, muito, muito estranho. Quanto ganhará o capelão das FA's para ficar tão fora de si por perder os dois subsídios? Que grande materialista me saíu este gajo, eheheheh!

Mais a sério, só me faltava mais esta: nem o PCP, nem o Bloco de (extrema) Esquerda foram capazes de tal despautério.

O sacana do Januário nem as pensa: governo profundamente corrupto (o governo de Sócrates era um cordeirinho comparado com este), ladrões, cada um tem o seu gang, diabos negros (esta terá conotação racista ou será rebuscada linguagem de sacristia?).

Se estas "acusações" fossem feitas por um político normal não deixariam de resultar numa série de processos-crime por difamação, denúncia caluniosa, etc, etc, etc.

Mas feitas por um desgraçado que vive de enganar o próximo com vãs promessas de amanhãs que cantam, eternamente, no Céu (onde?!), integrado numa organização tentacular e altamente corrupta, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que oculta e protege padres e bispos pedófilos como uma verdadeira rede criminosa (nos States e na Irlanda é o que parece!), feitas por este desgraçado é natural que, para além de comentários discretos, a coisa fique por aqui.

O senhor Bispo, ansioso por afirmação e reconhecimento público, soprou mais uma vez (desta vez, com muita força) os trompettes de la renommée, deu uma de homem, deu uma de macho latino e pode dormir feliz nos braços de Morfeu ou de alguma paroquiana (ou paroquiano) mais amável...

Merda de gajo!

Saturday, July 14, 2012

MÉDICOS - DEFENSORES DO SNS OU DO TACHO?

Só para não deixar passar em branco a greve dos mérdicos: como é possível ter uma cara de pau tão grande para estes bandalhos virem dizer a público que estão muito preocupados com o SNS (está ameaçado, pelos vistos, por quem se desunha por arranjar dinheiro para o manter a funcionar...) e que por isso fizeram a greve.

Se não, vejamos:

  • Os médicos do SNS podem (têm tempo) para dar consultas particulares ao fim da tarde, que muitas vezes começa antes das 4 da tarde;
  • Para recuperarem as listas de espera (causadas pela sua baixíssima produtividade) têm "incentivos" que resultam, por vezes, em milhares de Euros (em alguns casos dezenas de milhar) por mês;
  • Devido à falta de médicos (o palerma que a foto mostra mais o bastonário dizem que há faculdades a mais a formar excesso de médicos) estes bandalhos têm que trabalhar mais horas pelo que auferem horas extraordinárias, muitas vezes vários ordenados base;
  • Os médicos sempre se manifestaram contra a abertura de novas faculdades de medicina (para manter a qualidade...), mesmo quando o SNS se via forçado a importar médicos espanhóis, cubanos, e por aí fora, e milhares de utentes não tinham médico de família, situação que se mantém;
  • Os médicos (como classe, representados pela Ordem) sempre foram contra os genéricos - não é preciso ser velho para nos lembrarmos das suas posições sobre os perigos dos genéricos, contribuindo para manter bem altas das despesas com medicamentos (e, dizem, os seus "prémios de produtividade" pagos de diversas formas pelas farmacéuticas);
  • Os médicos sempre foram e continuam a ser contra a receita por princípio ativo, mantendo a defesa dos seus privilégios e benesses pelas farmacéuticas que os patrocinam;

Todos os pontos acima resultam em custos acrescidos para o SNS. É preciso mais? Não me parece, temos aqui pano para mangas para perceber que os senhores doutores apenas defendem o pleno emprego (da classe, claro), as carreiras na função pública que lhes permitem atuar na "privada" e ... tudo a bem do doente.

Se a hipocrisia matasse, nem o SNS lhes valia, eheheh! 

MIJATORIUM ET CAGATORIUM

Parece-me estar cientificamente provado que os portugueses mijam cada vez menos. Só assim compreendo que sendo nós muitos mais que no início do século XX os mictórios públicos, abundantes nesses tempos idos, aquelas maravilhas em ferro fundido de que ainda ainda há vestígios, como o dos Olivais, na praça da Viscondessa, tenham vindo a fechar de forma definitiva e sem alternativa que não seja um canto esconso, uma árvore mais entroncada, um jardim com umas bissapas mais densas.

Já tive uma urgência satisfeita, à saída do Hospital da Cruz Vermelha, graças a um mato razoavelmente denso que me protegeu das vistas dos passantes com gelosias vegetais eficazes.

E quanto a cagatórios nem é bom falar: fechou quase tudo o que nos deixa mais expostos porque a função é mais elaborada e exige meios diversificados. Além disso, o repúdio público é bem mais marcado que uma simples mijinha atrás de uma qualquer árvore.

O Campo Grande não é excepção e lá está uma bela construção onde o lisboeta se aliviava em tempos idos, agora fechada e sem esperança de reabertura.

Mas no Campo Grande, felizmente, não falta onde dar uma mijada ou mesmo arrear o calhau, pelo que o encerramento do mictorium et cagatorium não é crítico.

Saturday, July 07, 2012

AS PISCINAS MUNICIPAIS

Esta manhã, nas minhas voltas de bicicleta, dei uma espreitadela à piscina do Campo Grande, fechada há anos.

Chamou-me a atenção o portão de rede entreaberto, de modo que entrei no recinto montado na bicicleta e tirei as fotos que aqui vos deixo.

O recinto está completamente ao abandono, aparentando ter sido roubado tudo o que tinha algum valor e estragado o resto - os vidros partidos estão por todo o lado. Como de costume, o que não era possível roubar foi destruído. Como sabem, o marginal o que não consegue roubar, estraga; o que não consegue estragar, suja.
E a Câmara Municiapal de Lisboa dá uma ajudinha: o recinto não tem guarda, nem qualquer espécie de segurança que se veja e os portões estão abertos a quem lá quiser ir partir mais uns vidros, cagar num canto ou ... emboscar-se à espera de um incauto lhe passe à mão ou entre na armadilha para ver ou tirar fotografias.
Senti-me muito, muito inseguro, pelo que não me afastei mais que um ou dois metros do portão.
Que a CML está em cheta toda a gente sabe, mas é uma pena (será crime?!) que deixe degradar a este ponto uma piscina que estava a funcionar (tinha aquela cobertura em bolha de ar tão característica) quando fechou para obras.

Tenho ir dar uma espreitadela à dos Olivais, mas pinta-me que estará mais ou menos como esta.


Thursday, June 28, 2012

OS PROFESSORES DESEMPREGADOS E A EMIGRAÇÃO

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Na arrumação habitual de coisas que ficaram a meio (...) encontro este bocado da página do José Manuel Fernandes (no Expresso, creio), já com umas semanitas, mas tratando de um tema perfeitamente atual.

Como sempre JMF documenta-se e vai a direito. No caso dos professores desempregados (já estou a ouvir o indescritível D. Arménio a indignar-se...), a situação é a seguinte:

A população portuguesa tem vindo consistentemente a envelhecer, o número de jovens vem diminuindo, o que faz com que desde os anos 90 o número de alunos tenha caído mais de 30%. No entanto, o número de professores empregados para esses alunos passou de 120.000 para 146.000, ou seja aumentou 21%.

O kamarada Arménio e o seu grupo de defensores-dos-pendurados-no-Estado acham que o Estado devia criar empregos para absorver os professores desempregados.

Como é que se pode levar esta malta a sério?!

A RECEITA DO BOAVENTURA PARA FINTAR A CRISE (E OS CREDORES...)

Esta manhã, ao arrumar fotografias dei de caras com um post com mais de um ano em que eu zurzia no desgraçado do Boaventura Sousa Santos (BSS), que de desgraçado não tem nada assim ele vá tendo audiência para as suas teses simplistas que lhe permita manter os tachos e tachinhos que um "vulto" da sua estatura merece.

A verdade é que o homem não tem conserto mas também não o têm os seguidores destes iluminados alucinados que pregam a evidência (?!) dos malefícios do ultra-liberalismo (?!) e os benefícios imediatos de se optar por uma agenda de desenvolvimento e criação de emprego.

BSS tem a boa ventura de, ao contrários dos colegas alucinados, indignados & Cia, nos apresentar uma solução para a crise. A receita é simples:

Reduzir a dívida à expressão mais simples, descontando (não pagamos!!!) os efeitos d e "rating por contágio" trazendo a dívida para a sua "proporção real" e pedir dinheiro aos PALOPS, China e outros beneméritos que confiem em nós e nos emprestem a juro inferior ao da Troica e sem as "condicionalidades do FMI". Ou seja, que nos emprestem pelos nossos lindos olhos mesmo com a nosso historial de caloteiros habituados a viver de empréstimos (desde o 25 de Abril, pelo menos...).

A auditoria cidadã parece ser um nado morto e a verdade é que, sendo tão inquinada por gente de esquerda e extrema esquerda, não era de esperar mais que comícios, passeatas, etc. Consultando a net, conclui-se isso mesmo: a convenção pariu uma uma comissão que até hoje parece não ter feito nada.

Quanto ao empréstimo a preço de amigo a conceder pelos PALOPS tudo indica, como era de esperar, que eles nos fizeram um manguito, se é que o infeliz BSS teve a lata de lhes fazer a sugestão.

Veja mais sobre a tal Auditoria Cidadã



 

Vá jantar e beber um copo à LX FACTORY

Fui à Lx Factory ao fim da tarde de hoje (anteontem), levar a Xana a uma tal Health Industry (dentista fashion...) sita na Lx Factory onde não ia há uns anos.

Entra-se pela rua pos trás da escola superior de Polícia, veja a planta mais abaixo.
O espaço é agradável, cheio de bares, esplanadas, ateliers diversos, restaurantes.
Um sítio para ir beber um copo à noite ou para ir jantar e ficar (ou não) pela noite fora.

 

 

 

 

 Entrada ao fundo, escola superior de polícia à direita.

 

Friday, June 15, 2012

ENQUANTO A CRISE NÃO SE VAI E O CRESCIMENTO NÃO VOLTA...

Pois, pois, enquanto  crise não se vai e o crescimento não se vem...

Enquanto o pau vai e vem, há costas que, longe de folgarem andam cada vez mais curvadas sob o preso dos problemas.

O meu cunhado dizia-me esta manhã ao pequeno almoço (encontrámo-nos, por acaso, numa esplanadazinha no Chinicato, muito agradável, com uma palmeira próxima) que as falências de empresas de contrução e ligadas ao ramo são mais que muitas, nunca viu nada semelhante. As Câmaras estão a pagar os salários com as receitas da água, luz, etc, mas não pagam à Águas do Algarve que, por sua vez, não paga aos forncedores e cancela tudo que eram obras previstas na rede. As obras estão praticamente todas paradas, as empreitadas previstas não foram lançadas e provavelmente não vão ser, isto nos equipamentos da Saúde, da Educação, das Obras Públicas...

As Câmaras e o Estado exigem cada vez mais dos fornecedores e empreiteiros e depois... não lhes pagam. Isto fez-me lembrar uma "cena" que me impressionou muito (há uns dez anos, talvez) com um empreiteiro habitual da Câmara de Lisboa que estava à beira da falência depois de ter feitos várias obras para a Câmara, na base da palavra do vereador (não interessa qual..) e, não conseguindo receber nada, foi falar com o diretor municipal de qualquer coisa (finanças, planeamento? whatever). Descreveu a situação em que se encontrava e disse que estava na iminência de ter que vender a carrinha ou de entregar as instalações onde tinha o depósito de materiais, etc. O tal diretor ter-lhe-á dito "ó sr XXXXX, não venda a carrinha, depois como é que vai continuar a fazer-nos obras?!" O empreiteiro (que andava na altura pelos 70 anos) ia-se passando mas... controlou-se e veio contar-nos. O homem não queria acreditar na desfaçatez do funcionário público!

Há malta a fechar empresas (falidas ou antes disso) e a raspar-se para a Alemanha ou para Angola.

O que o meu cunhado me contou não era propriamente novidade mas o que eu não tinha percebido era que a situação estava num ponto tal, como ele me descreveu.

A solução que "toda a gente" prescreve para o crescimento é a retoma (e o incremento) da despesa pública para manter a economia a funcionar. A chatice é que o Estado está empenhado e para injetaar dinheiro "na economia" tem que "ir buscar" dinheiro à banca (juros upa, upa!) ou à Troica que empresta a juro baixo mas quer ter uma palavra (a última, a decisiva, eheheh) sobre o modo como o dinheiro que empresta é aplicado.  

Sem entrar naquelas ideias à la gauche de nacionalizar e subsidiar empresas "estratégicas", lançar programas de obras públicas ruinosas para manter o sector da construção (o mais afetado pela crise) a trabalhar, talvez o Governo devesse pagar aos fornecedores o que lhes deve, incluindo as dívidas das autarquias e das empresas públicas e, a partir daí passar a pagar a tempo e horas, ou seja, a 30 dias.

Isto representaria uma injeção de mais de € 40.000.000.000,00 (não esforce a cabecinha: são quarenta mil milhões de Euros) na economia, perfeitamente legítimos (era só o seu a seu dono) sem sombra de subsídio nem de criação artificial de emprego. Essa injeção teria potencialidades para pôr em marcha muita coisa que está parada e evitar que parasse muita coisa que está em vias de parar.

Será que a Troica não deixa?...

A Auditoria Cidadã e a solução para a crise

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Esta manhã, ao arrumar fotografias dei de caras com um post com mais de um ano em que eu zurzia no desgraçado do Boaventura Sousa Santos (BSS), que de desgraçado não tem nada assim ele vá tendo audiência para as suas teses simplistas que lhe permita manter os tachos e tachinhos que um "vulto" da sua estatura merece.

A verdade é que o homem não tem conserto mas também não o têm os seguidores destes iluminados alucinados que pregam a evidência (?!) dos malefícios do ultra-liberalismo (?!) e os benefícios imediatos de se optar por uma agenda de desenvolvimento e criação de emprego. Só assim, como se a agenda (em geral não explicada, vejam a vacuidade do discurso do Zé (in)Seguro) trouxesse desenvolvimento e levasse o desemprego...

BSS tem a boa ventura de, ao contrário dos colegas alucinados, indignados & Cia, de nos apresentar uma solução para a crise. Muito, muito naïf, mas tem a coragem de a apresentar. A receita é simples:

- Reduzir a dívida à expressão mais simples, descontando (não pagamos!!!) os efeitos de "rating por contágio" trazendo a dívida para a sua "proporção real" (só pagamos!!!) e

- Pedir dinheiro aos PALOPS, China e outros beneméritos tansos que confiem em nós e nos emprestem a juro inferior ao da Troica e sem as "condicionalidades do FMI". Ou seja, que nos emprestem pelos nossos lindos olhos mesmo com a nosso historial de caloteiros habituados a viver de empréstimos (desde o 25 de Abril, pelo menos...).

A auditoria cidadã parece ser um nado morto e a verdade é que, sendo tão inquinada por gente de esquerda e extrema esquerda, não era de esperar mais que comícios, passeatas, declarações sonantes, etc. Consultando a net, conclui-se isso mesmo: da convenção que teve lugar em fins de 2011 e que mandatou uma comissão executiva (creio que era esse o  nome, mas vejam pormenores, se tiverem curiosidade em Auditoria Cidadã , é só clicar) que até hoje não produziu nada - são os próprios "mandatantes" que se queixam de falta total de "notícias".

Em Março passado, a miúda e incansável Ana Benavente (uma cidadã que me merece todo o respeito), com o inacreditável Martins Guerreiro (lembram-se dele, no PREC?) fazia uma conferência em Faro a promover a tal auditoria cidadã. Ao que parece, a Comissão que saíu da convenção estará mesmo "de férias".

Ah! Quanto aos empréstimos ao preço da uva mijona, sem garantias e sem condições, parece que os angolanos, brasileiros e chineses terão dito qualquer coisa no género:

"Ó meu, somos BRIC's mas não somos parvos, vai chular a tua prima!!!".

Era de esperar...

Sunday, May 27, 2012

O "meu" 27 de Maio foi há 35 anos

Na manhã de 27 de Maio de 1977 saí de casa, como sempre, para ir trabalhar para o aeroporto, para a TAAG, onde trabalhava havia pouco menos de um ano.

Vivia sozinho na casa que eu estava a preparar para receber a minha mais que tudo, com quem iria casar dentro de poucos meses. A casa era alí para os lados dos Coqueiros, e fora-me passada (sem quaisquer encargos) por um colega e amigo meu, uma vez que ficara vaga com a mudança dos pais para outra casa.

Pelo caminho não notei nada de especial (de noite também nada perturbara o meu sono), só quando cheguei à TAAG é que se tornou óbvio que alguma coisa se estava a passar. Algumas das oficinas estavam fechadas e já havia notícias de que estava em marcha um golpe de estado e que "o povo tinha que dizer que as coisas não estavam bem", etc, etc.

Por volta do meio dia tornou-se óbvio que não estávamos ali a fazer nada e houve ordem para voltarmos para casa. Meti-me no BM da empresa, com os colegas a quem habitualmente dava boleia, e zarpámos para casa. Nesse tempo a empresa tinha muitos "turismos" que tinham ficado dos pulas que tinham bazado para a Tuga e que eram distribuídos aos "responsáveis" - eu abichara o BMW 2002 por ser um pula que fizera o percurso contrário aos retornas e não tinha "transporte".

Pelo caminho, do aeroporto para a av dos Combatentes (ainda não era Cte Valódia...), passámos entre o antigo RI 20 e o edifício do SPM, tendo à esquerda os edifícios do Rádio Clube. Essa estação de rádio tinha sido tomada pelos Nitistas logo no início do golpe e estava agora a ser atacada pelas tropas leais ao governo, numa coluna de autometralhadoras comandada pelo Onambua.

Quando eu passei a rotunda do RI 20 dei de caras (é o termo) com a tal coluna que vinha pela faixa contrária, mesmo mesmo ao encontro do BM, num cagaçal enorme de motores e disparos, ao que parece, para o ar - se me quisessem atingir, àquela distância era impossível falhar.

Parei de estaca e enterrei-me pelo espaço entre o volante e a parte de frente do banco ... até que o meu compadre (futuro compadre, padrinho do meu filho), o Livramento, que ia no banco ao lado, me puxou e me berrou aos ouvidos para arrancar com a merda do carro e pirarmo-nos dali (as autometralhadoras tinham cruzado o separador central, mesmo à nossa frente, e dirigiam-se para os terrenos do Rádio Clube) .
E assim foi, pisgámo-nos em grande velocidade, sem encontrar barreiras nem checkpoints.
Fomos para casa de um amigo e conterrâneo do Livramento, o Cecílio, que eu não conhecia ainda não conhecia, e aí ficámos um dia ou dois (não me lembro bem) até as coisas voltarem ao normal. Por sinal, o Cecílio arranjou-me um apartamento no mesmo prédio onde morava (nos Combatentes, depois Cte Valódia) e foi aí que passei a residir com a minha mais que tudo até regressar a Portugal, em 1988.

O golpe do Nito Alves deixou-me cheio de sobressaltos e (maus) pressentimentos: é que conhecia pessoalmente o Nito, dos tempos em que estive em Quibaxe (na tropa, depois do 25 de Abril) e ele no Gulumane, não muito longe (veja mais aqui ). Além disso, ele foi um dois ministros que abonaram a minha entrada em Angola (o outro foi o engº Manuel Resende) e eu pedi-lhe uma audiência, para lhe agradecer e retomar contacto, assim que cheguei a Luanda. Mas ele não me recebeu o que, depois do 27 de Maio, achei que foi uma sorte.

Nunca me chatearam o que me deixou muito aliviado: no rescaldo do golpe sangrento do Nito Alves, a repressão foi muito, muito sangrenta. Tipicamente, os portugueses envolvidos foram expulsos e os angolanos executados. Mas também as minhas atividades políticas eram zero e o meu concunhado Zé Vale, da Disa, (esse mesmo, o "terceiro homem"...) sabia bem que as minhas atividades, para além do trabalho, se resumiam às farras e à pesca.

Mas que andei com eles apertados, lá isso andei...

Saturday, May 26, 2012

A consciência social certificada - Comendador Marques de Correia

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Há dias repesquei uma carta do Comendador Marques de Correia, um primo afastado dos Marques Correia, alter ego do "nosso" Henrique Monteiro, sobre o "Manual da Perfeita Consciência Social e da Arte da Lamúria".  Leiam que vale a pena.

Como sempre, o Comendador trata assuntos sérios com graça e fine sense of humor e, en passand, deixa-nos a matutar.

No caso vertente, para além do gozo sobre a atitude de muito boa gente (a gente de esquerda é, por definição, boa gente - digo eu, não o meu primo...) perante a oportunidade ou não que é ficar sem emprego, introduz, a dado ponto, o conceito de conciência social certificada.

Este apetrecho, cahamemos-lhe assim, é o que permite ao Bernardino Soares, ao padreca do Louça, ao José (in)Seguro, ao D. Arménio Carlos e, no geral, aos figurões do centro-esquerda à extrema esquerda, passando pela esquerda-esquerda e pelo bloco de (extrema) esquerda, que lhes permite, dizia eu, arvorar-se em únicos seres que se interessam pelos pobres e desempregados em contraposição com os cidadãos "de direita" (incluindo os malandos dos liberais e ultraliberais) que se estão cagando para os pobres e desempregados, de alto e de repuxo.

Até há quem atire com a teoria (veja-se o que prega D. Arménio) que o intuito, a missão dos ultra-liberais é tirar o pouco que os (ainda) empregados ganham para dar aos ricos e aos banqueiros...

Quem tem uma conciência social certificada pode dar esmola a um pobre e dizer que defende uma agenda para o emprego (?!...) seguro de que é olhado pelo "povo" com admiração e que o seu ato é tido por solidariedade social, enquanto que a mesmíssima esmola dada por uma dondoca de Cascais ou por um liberal (ultra ou não) é... caridadezinha!

Assim vai o nosso belo Portugal...

Saturday, May 05, 2012

AINDA O SUPER 1º DE MAIO DO PINGO DOCE

Henrique Monteiro, no Expresso de hoje tece algumas considerações sobre o que foi a supoerpromoção do Pingo Doce no 1º de Maio, algumas das quais já as tinha exposto no FB. No geral, revejo-me estes comentários, se bem que me pareça que o impacte da promoção sobre as manifs do 1º de Maio devem ter sido zero: os tipos das bandeirinhas vermelhas que frequentam as tais manif's não faltam nem que chovam canivetes.
O pessoal que acorreu aos super saldos é (digo eu...) malta mais terra a terra, mais interessada em fazer pela vida no dia a dia do que em correr a foguetório.

Por outro lado, é público e notório que o 1º de Maio tem cada vez menos que ver com "os trabalhadores" e mais com clientelas de esquerda interessadas em aproveitar o feriado para bater no Governo - em qualquer Governo, já que "eles" só por milagre (ou catástrofe...) podem de forma realista aspirar a sê-lo.

Destaco o último parágrafo:

"A esquerda odiou a afronta. Mas o espírito do 1º de Maio já estava a ficar moribundo."


Sunday, April 29, 2012

Brandão Ferreira não quer pagar impostos

O senhor Tenente Coronel reformado Brandão Ferreira vive de uma reforma generosa atribuída pelo Estado  (generosa porque o senhor a obteve com muito menos tempo de serviço e menos idade que a generalidade da população trabalhadora).
O senhor, depois de se ter formado como piloto aviador na Força Aérea Portuguesa saíu e veio pilotar aviões em empresas de transporte aéreo, sem deixar de ganhar a sua pensão de militar na reserva e, mais tarde, na reforma.
Esta cavalgadura reclama por ter que pagar impostos pelo que ganha como escritor (8,5%!) e tem a subida lata de escrever "...Ora, não devendo nada ao Estado, nem precisando dele para coisa alguma...".
Não devendo nada ao Estado?! Não precisa dele para coisa alguma?! Um gajo que se formou profissionalmente no Estado e que aufere dele uma pensão de reforma?!
Mas que falta de vergonha, carago!
.  .  .  .  .  .  .  .  .
Claro, de quem escreveu as baboseiras sobre a guerra colonial (e a Pátria!) que ele escreveu, tudo é de esperar...
Veja mais sobre o senhor clicando aqui

Os valores de Abril ... e os do PREC

A propósito da posição assumida pelo Vasco Lourenço, Soares & Alegre, o Público, no Editorial do dia 24 teceu considerações muito oportunas sobre o que o 25 de Abril nos trouxe e algo do que deve ser considerado conquista de Abril e também do que não deve.
O 25 de Abril trouxe de volta a democracia não como um regime em que um bando de iluminados nos impõe uma vivência à luz de valores "corretos", segundo um modelo progressista, sobrepondo-se ao querer da população (como se passou durante o PREC), mas como um regime em que a tomada de decisões sobre a coisa pública se rege por regras que asseguram que essas decisões seguem a vontade da maioria da população. Estabelece ainda mecanismos para que a expressão dessa vontade seja o mais fiel e livre possível, por meio de eleições livres, por voto secreto.
Se a maioria da população prefere, num dado momento, políticas de esquerda e noutro políticas de direita isso é, simplesmente a democracia a funcionar.
Se "os militares", ou o PCP (ou a puta que os pariu...) não gostam do governo que saíu das últimas eleições, têm é que arranjar um programa melhor, apresentá-lo aos eleitores e esperar que eles lhes dêem a sua confiança.
Não agora, mas nas próximas eleições.
Ou, claro!, convencer o Presidente a demitir o Governo, dissolver a Assembleia e convocar  eleições antecipadas...

Sunday, March 25, 2012

AS MULHERES E A IGREJA

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O Publico de hoje, domingo traz um artigo muito interessante de um Ana Vicente que aborda a posição das mulheres na sociedade, em particular na Igreja Católica. Vem isto a propósito das declarações do novo cardeal Português, pessoa (aparentemente) bem intencionada mas com uma posição muito tradicional sobre o lugar da mulher no mundo. Não sendo liminarmente "na cozinha", nem "em casa a cuidar dos filhos", tenho que reconhecer que não anda longe disso.
É pena que a Igreja Católica, já liberta dos fundamentalismos (e triunfalismos) que a caracterizaram durante séculos, não consiga encarar de frente as questões de género (e de sexo...) mantendo a mulher numa posição de criada (serva, é o termo) sem qualquer função relevante. E, claramente, numa posição secundária em relação ao macho a quem estão reservados todos os cargos da carreira eclesiástica, de seminarista a Papa.
Nunca percebi a tineta que a padralhada tem em relação ao sexo. Escolhem o celibato, mas sem nunca dispensarem um papel de guia (diretor de consciência, diretor espiritual e outras baboseiras quejandas) na vida dos crentes que lhes dão essa aberta.

Merda de gente!!!