Wednesday, March 31, 2010

ATENTADOS NO METRO DE MOSCOVO - QUE FAZER?

Mais umas dezenas de vidas foram ceifadas por dois bombistas suicidas que se fizeram explodir no metro de Moscovo. Suicidas islâmicos, como vem sendo a regra, nos tempos que vão correndo...

Putin (ao lado, em foto do Público de hoje) diz que vai destruir os terroristas, e talvez até o consiga fazer.

Mas não deixará de dizimar, por tabela, quem estiver por perto: população da Tchehcénia, da Inguchétia ou de outra qualquer república relacionada com os terroristas, mais a quota parte de soldados russos que é quem é atirado para a frente para proceder à tal destruição. Já vimos, nas duas guerras da Tchechénia e na invasão da Geórgia, os resultados deste tipo de basófia militarista, em termos de civis mortos, de todas as idades e géneros, terroristas ou pacifistas.

Como se impede um terrorista islâmico de se fazer explodir, quando toda a padralhada lhes diz que vão ter o Paraíso assegurado, com mais ou menos virgens à mistura? Como?!

E como punir um bombista suicida, se ele já assumiu, por sua livre iniciativa, a pena máxima? Como?!

Uma sugestão simples aqui fica (também serve para Israel), já que aquela gente é tão dada a tabus, sacrilégios e outros dramas quejandos:

- garantir que os restos mortais de todo o bombista suicida serão dados a comer aos porcos.

Talvez resulte...

Thursday, March 25, 2010

Aguardando o laser

A ultima vez que fui a faca (ainda nao havia essa coisa do laser...) nao me fizeram vestir umas meias taaaaao sexy.
Sao ou nao sao?!

Monday, March 22, 2010

Bullying, fenomeno americano?

O Publico traz hoje um artigo de 2 paginas sobre violencia na escola. Apresenta um grafico com a percentagem de alunos que dizem ter sido vitimas de bullying pelo menos duas vezes nos ultimos dois meses, em varios paises. Portugal, Franca e os States tem valores praticamente identicos.
E esta, han?!

Sunday, March 21, 2010

Mulheres no Parlamento

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A Africa, para grande espanto meu, "mete" dois paises entre os cinco em que as mulheres estao mais representadas no Parlamento.
E esta, ha?!

O NOVO KINAXIXI VEM AÍ!

ATENÇÃO AO UPDATE

Afinal o mercado do Kinaxixi ainda não foi abaixo (ver update, abaixo). Fotos recentes, como a que mostro, ao lado, dizem-nos que a demolição que tinha sido iniciada há um bom par de meses está parada, para gáudio para os amantes do tempo da outra senhora que choravam lágrimas sentidas por aquilo que era considerado um dos melhores exemplos da moderna arquitectura colonial.

O edifício está à direita da foto, num largo que já foi da Maria da Fonte e agora é de uma heroína angolana.

A verdade é que o edifício estava há muito desaproveitado como mercado (já no longínquo 1988, quando de lá regressei) e completamente ao abandono anos depois.

Agora vai mesmo abaixo e no seu lugar será construído um centro comercial com caves para estacionamento e torres para escritórios e habitação.

Ou seja, uma construção bem mais adequada à nova Luanda do que uma sorumbática relíquia da era colonial.

UPDATE:

Afinal há qualquer coisa errada com a data da foto acima, que ainda mostra o velho mercado da Maria da Fonte de pé.

O Google Earth, foto de 22 Mar 2009, mostra sem margem para dúvidas o rectângulo de terra vermelha (solo muceque) entre o museu de Angola, à esquerda, e o edifício da Cuca, à direita, onde estava antes o mercado do Kinaxixi.

Paz à sua alma e venha lá o Shopping Center.

Saturday, March 20, 2010

BCP - REVISÃO DA MATÉRIA DADA

Esta já tem um bom par de anos, mas é bom que façamos uma revisão para que não nos esqueçamos.

Assim como assim, os mais novinhos talvez pensem que o BCP foi sempre um banco na esfera da "esquerda" bem comportada e maçónica...

O meu amigo LAM, muito oportunamente, enviou-me este texto:

"Aqui está uma parte da verdade, porque, quem a conta, protege no que pode um outro grupo financeiro: o BES de Ricardo Salgado, de quem nunca fala, a não ser favoravelmente! Porque será Miguel Sousa Tavares???? Confessa, diz lá!!! Mas leiam este texto. Vale a pena para perceber os meandros das "máfias" nacionais.

"Opus Dei /Maçonaria (a história do BCP).

Miguel Sousa Tavares

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho.

Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.

1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples:

- Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco.

- Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo.

- Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.

Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital.

O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".

Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).

2. Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos.

E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital.

E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados nas perdas da bolsa;

Aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.

Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos.

Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E , enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.

3. Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI.

Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa.

Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente!

Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...

4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo, ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país (protegido pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado para armazenar a colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa.

E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo.

E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.

5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6. Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI.

E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS.

Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.

7. E eis como um banco, que era tão independente, que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.

8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição?

Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.

Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado..

Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

Miguel Sousa Tavares

Tuesday, March 16, 2010

O CISNE E A GAIVOTA

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Um cisne negro e uma gaivota no lago de uma das urbanizações da marina de Lagos, neste útimo fim de semana.

FUGIR À POLÍCIA, PORQUÊ?!

Os jornais de hoje davam-nos conta da "indignação" dos amigos do rapper MC Snake morto pelas costas pela polícia por não ter parado numa operação stop.

Lendo a notícia com mais cuidado, vejo que, afinal, o dito rapper foi vozado nas docas, não parou, pos-se em fuga, a polícia foi no seu encalço e a perseguição deu-se por meia Lisboa, até S. Domingos de Benfica onde, finalmente, uma bala o fez parar.

Vejam no croquis ao lado: o tipo fugiu por desporto (ya, meu, como nos filmes!) ou então tinha mesmo muita coisa para esconder...

E parou de vez!

Os amigos perguntam por que é que o policia disparou? Dizem que o fez por ele ser preto e não estar de fato e gravata. Ter fugido terá sido uma forma de fazer desporto, de animar uma noite chata...

Até pode ser, mas o que me faz espécie é por que cargas de água o tipo não parou na operação stop e fugiu, atravessando mais de meia cidade? Isto, supondo que não tinha nada que esconder da Polícia, no carro ou no bucho.

Não terá sido por isso, e só por isso, que o polícia disparou?

GANDA BURACO!!!

Na noite da passada 5ª feira, ao vir do Prior Velho para entrar na 2ª circular, caí num buracão que me rebentou o pneu da frente, da direita, e me deu cabo da jante e deixou a direcção esquisita...

No dia seguinte fui ver o culpado à luz do dia e dei com este monumental buracão, onde não cai um carro mas encaixa uma roda, com um bordo abrupto e agressivo, capaz de ir mais além de uma jante e dar cabo de uma suspensão ou pior.

Nessa manhã, mão amiga já tinha despejado umas pedrocas no buraco, para atenuar a porrada; de qualquer modo já lá estavam expostas quatro jantes (recuperei a minha, na noite da porrada) e uma motoreta que tinha acabado de partir uma roda.

A CML paga a reparação, desde que se tenha a pachorra de chmar a Polícia, esperar que ela chegue ao local e levante o auto.
Hoje, finalmente, o buraco está sinalizado com barreira e reflector.

Sem isso, paga o Zé...

Wednesday, March 10, 2010

MODERNICES - CONFESSIONÁRIO ON LINE

video

O meu amigo João, do seu retiro na Beira Baixa, não perde uma: vejam só o que ele descobriu sobre o modo como a Igreja Católica se desenrasca para fazer face à falta de padres...

Tuesday, March 09, 2010

FUMO = SEXO ORAL?!

Depois da frase idiota do pateta do Makário Correia segundo o qual

beijar uma miúda que fuma é como lamber um cinzeiro

apareceram agora os autores de uma campanha contra o tabaco (em França, wherelse?...) segundo a qual (estou a reproduzir o que ouvi há pouco do insuspeito sexólogo do programa O Amor é...)

fumar o fumo dos outros é como ser obrigado a fazer sexo oral

E esta, hã?!

Porra, nem toda a minha imaginação chegaria para imaginar um slogan tão rebuscado, tão idiota, e de eficácia tão duvidosa.

Será que esta rapaziada acha que o sexo oral também faz mal? A quem? A quem sorri ou a quem está, temporariamente, impossibilitado de sorrir?

Este slogan não incitará os jovens a experimentar o cigarro?

Como diz a minha mais que tudo:

só coisas que me ralam...

Sunday, March 07, 2010

OS ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS MAS A ORCA TILIKUM MATA QUE SE FARTA

O avô cantigas e o Moniz (Carlos Alberto, o pai da Lúcia e ex de uma tal Maria do Amparo) bem andaram a meter ideias idiotas na catraiada, com o Fungàgà da bicharada e outros programas e canções, tudo a bater na mesma tecla:

Os animais são nossos amigos.

De tempos a tempos um garoto fica ferido quando tenta "fazer uma festinha" no leãozinho, mas isso agora não interessa nada: o que interessa é meter nos putos a ideia que os animais são uma espécie de pessoas que não sabem falar mas que são bué da inteligentes (os golfinhos, então!...), têm imensos direitos, sofrem imenso, de modo que o melhor, melhor, é a gente passar a comer só alpista e couves e esquecer de vez as bifalhadas, as costeletas, o entrecosto, a entremeada, as perninhas de frango fritas, as hot wings, a caldeirada de cabrito, os peitos de frango, as moelas, até mesmo os ovos e o leite.

- Eras capaz de comer o teu cãozinho? perguntam, com os olhos a dizer: "não eras, pois não?!"(*)

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Bem, deixando-nos de tretas, parece que já não podemos afirmar com verdade que a orca Tilikum é nossa amiga.

Leiam a notícia aqui .

O bicho limpou o sebo à tratadora, em pleno espectáculo - deve ter sido um espectáculo e pêras, não haja dúvida!

No rescaldo do acontecimento ficou-se a saber que o bicho já tinha experiência no ramo, pois esse tratador foi só o segundo, havendo ainda um espectador que se infiltrou na piscina da Tilikum, vejam lá a habilidade e tineta do bicho!

. . . . . . .

(*) A resposta, se o pateta me deixasse responder, era que, se fosse preciso, nem hesitava. A chatice era que depois, quando a fome estivesse saciada e lhe estivesse, a desfastio, a roer os ossos, havia de me dar uma mágoa valente, de bater uma saudade enorme do bichinho e uma lágrima rebelde havia de rolar pensando no quanto o Bobi se havia de regalar com aqueles ossinhos.

Tadinho...

SECÇÃO DE TAUROMAQUIA - E VIVA A GABRIELA CANAVILHAS!!!

A gajada anti touradas anda excitadíssima porque a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, deliberou criar uma secção de Tauromaquia no CNP Centro Nacional de Cultura.

Caíu o Carmo e a Trindade! Então as lutas entre homens e animais, com a morte de um deles na arena, não eram também tradição? E perguntam, indignados:

Vamos voltar às lutas de morte na arena?!

Onde vai isto chegar?!

Não sei se a Ministra é contra ou a favor das touradas mas essa sua decisão indicia uma coisa muito importante em quem governa: isenção face aos agentes/lobies que a tentam puxar/empurrar nas direcções que lhes interessam e também (se possível) face aos seus próprios gostos e interesses.

Eu expilico:

Eu posso não gostar de vinho, pelo menos não sou apreciador da pinga e olho com ar galhofeiro para aquela malta mascarada que se reúne de tempos a tempos para entronizar (é assim?) mais um copofónico honorário (mesmo que seja um Cavaco semi abstémio...) ou militante que, para tal, alinha na mascarada e nos rituais iniciáticos.

Posso não gostar, mas seria rematada ignorância não reconhecer que associada ao vinho existe uma tradição, uma cultura por muito que as manifestações mais visíveis da dita sejam os bêbados a arrotar postas de pescada em jantaradas e a despejá-las de seguida, muitas vezes para a rua, de cabeça encostada ao antebraço e este apoiado a um poste de iluminação, enquanto o copofónico chama o Gregório em tom sofrido...

A rapaziada da Animal, do partido de defesa dos animais (não vai em maiúsculas porque não sei se o nome é mesmo este) e de outros grupos quejandos, manifestamente, têm outra visão da coisa: a cultura boa (ou a Kultura...) deve ser defendida, promovida, apoiada com dinheiros públicos; a cultura má deve ser escondida, estigmatizada, perseguida.

Só lhes falta mesmo um kamarada Staline para os conduzir ao sucesso.

Ou, talvez mais adequadamente, um porco Napoleão...

Saturday, March 06, 2010

O PÚBLICO ERROU!

Não sei se chame burro se pateta à sumidade que, no Público, classifica pessoas e casos no tribunal do SOBE / DESCE.

Desta vez, essa sumidade não gostou que um tal Albino Almeida, presidente de uma tal Confederação das Associações de Pais tivesse dito o óbvio:

os pais cujos filhos se portam mal devem ser penalizados.

Qual é a dúvida?!

Sendo os menores inimputáveis são (ou deveriam ser) os pais a prestar contas quando os filhos faltam à escola, provocam diustúrbios, insultam ou agridem professores, roubam e/ou atacam os colegas, etc, etc.

O pateta do Público diz que essa é a direcção errada porque desresponsabiliza a escola e não ajuda a responsabilizar as famílias.

Disparate! A escola pode e deve exercer a sua acção disciplinadora mas os pais (qual raio é a diferença entre "pais" e "família"?!) devem ser chamados à escola para serem informados do comportamento e resultados dos filhos pela simples razão que é a eles (não à escola) que compete educá-los, estabelecer-lhes limites de actuação e também objectivos.

E castigá-los se disso for o caso.

E pagar pelos prejuízos que eles causem.

É, pois, aos pais que a escola se dirige para tomarem as devidas medidas correctivas para que o aluno estude mais, faça os trabalhos de casa, não falte à escola, não seja indisciplinado nem agressivo. Isso está no núcleo central da missão educativa dos pais.

Será que o Público acha que é à escola que compete educar as crianças? Não andará a ler muito Orwell?...

Eu pensava que a escola era para ensinar às crianças as matérias curriculares. Depois disso (e só depois disso), talvez lhe pudessemos atribuir outras funções.

Mas educar, meus lindos, educar é tarefa dos pais, pela qual devem ser louvados ou responsabilizados.

Disse!

FOI APANHADO O VIOLADOR DE TELHEIRAS, UFAAAA!!!!!

De há uns tempos para cá reparei que quando dizia às minhas colegas que vivia em Telheiras elas passavam a olhar-me com um ar receoso, deixavam de aceitar boleias minhas (excepto em grupo, de carro cheio) e manifestamente levantavam vôo sempre que chegava à fotocopiadora e estava lá uma delas sozinha a servir-se da máquina.

Senti-me muito mal, muito marginalizado!

Mudei de pasta de dentes, de desodorisante, passei a trocar de meias mais vezes por mês e de cuecas mais vezes por ano. Até passei a lavar a cara todas as semanas e as partes todos os meses!

Mas, vejam lá, não deu resultado.

Agora, finalmente, percebi: sendo eu engenheiro e dizendo-lhes que morava em Telheiras, as pobrezinhas ficavam imediatamente à tabela com receio que fosse eu o temido Violador de Telheiras.

Aí fica o retrato robot do tarado, para verem bem que ele não sou eu (nem eu sou ele, ok?!)

. . . . . . . .

Para além disso, as minhas necessidades lúdicas não se limitam à terça feira...

Thursday, March 04, 2010

O PREÇO DA REPUBLICA - ATÉ NOS COMBÓIOS...

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Há dias insurgia-me (noutro forum) contra as comemorações do centenário da República, pela confusão torpe e intencional que se faz entre ideais republicanos e democracia (entre outras "confusões"...) e recordando que a Presidência da República nos sai muito mais cara que a casa real da maioria das monarquias reinantes na Europa.

Nem de propósito, o Público de hoje chapa um artigo de duas páginas "Quando os combóios usavam coroa" onde a alturas tantas (ver texto acima, transcrito desse artigo onde figurava em caixa) se refere que a carruagem real (do tempo de D. Luiz) que será exposta em Utrech vai ser restaurada nas oficinas da CP no Entroncamento por € 55.000,00. Quanto ao "nosso"combóio presidencial dificilmente ficará pronto a tempo de integrar aquela exposição por o seu restauro estar orçamentado em € 2.000.000,00 (dois milhões!!!). Naturalmente não há cacau para essa extravagância e está-se, de mão estendida, a recorrer ao Mecenato, etc, etc.

Porquê?

Muito simples: um Presidente não se contenta com uma simples carruagem. Precisa de salão presidencial, salão do Chefe de Estado (não é a mesma coisa?!), carruagem dos ministros, restaurante, carruagem dos jornalistas e furgão.

See what I mean?

Tuesday, March 02, 2010

MADDIE - PEÇA O LIVRO E EU ENVIO EM PDF (MENOS DE 4 MB!)

Caros leitores, se quiserem ler o livro do inspector Gonçalo Amaral, sobre o qual se abateu uma espécie de "censura legal" decretada pelos senhores doutores juízes, é só indicarem um endereço de e-mail e envio-vos o livro à borliú.

O ficheiro é pequeno, se bem que a qualidade seja bastante boa.

Veja também o vídeo aqui.

Os pais da miúda fizeram todos os possíveis para que não se conheça a linha de investigação vedada aos investigadores e agora, com o amparo amigo do tribunal, nem se pode falar disso.

Afinal de que teoria se trata? Muito simplesmente duma das mais corriqueiras neste tipo de crime: morte acidental seguida de ocultação do corpo. Uma chapada mais forte (a miúda era hiperactiva, não parava quieta...), um safanão e queda com a cabeça contra uma esquina, etc, etc. Ai Jesús, estamos tramados! E agora?!

Bem, dá-se um jeito; esta polícia é um bando de boçais, a gente dá sumiço ao cadáver e diz que a miúda foi raptada.

Boa, bora lá fazer isso. Bota um bocado de valium no leite dos putos que eles nem dão por nada.

Pode não ter sido assim, mas por que não investigar nessa linha?

Por que será que o casal teve tanto medo (?) dos cães farejadores de sangue, um, e de cadáver, outro? Veja o sketch

Aqui há gato (ou pior...)

Monday, March 01, 2010

AI MARQUES JÚNIOR, MARQUES JÚNIOR...

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Confesso que fiquei chocado com o despacho que mão amiga me fez chegar, em que o meu antigo colega da Academia Militar Marques Júnior (veja a biografia aqui) teve a sua carreira militar reconstituída, reingresso no Quadro Permanente, promoções de rajada a coronel, sem perder pitada da vida pela qual optou (carreira política) livremente, sem ninguém o forçar a tal.

Aparece agora como deficiente das Forças Armadas: devem estar a gozar com a nossa cara... mas até pode ser que seja; que dizer?!

Eu perceberia (enfim, pelo menos acharia alguma lógica) se o Marques Júnior se arrependesse do caminho que tomou depois do 25 de Abril, apagasse a carreira política e recuperasse a carreira militar. Isto, claro, desde que devolvesse os carcanhóis que ganhou como político; sem isso, vai recuperar a carreira de que desistiu, mantendo todas as mordomias e benefícios da que seguiu, em clara vantagem sobre os colegas que seguiram a carreira militar, com as suas chatices e as suas virtudes.

Mas afinal, por que carga de água se faz a reconstituição de carreiras? A ideia era compensar aqueles que foram prejudicados na carreira militar por terem participado no 25 de Abril e que, por isso, foram preteridos por quem manteve poder na tropa e não lhes perdoou essa tomada de posição.

A realidade é outra: a reconstituição de carreiras destina-se a forçar a promoção a coronel de todo o bicho careto que andou pelas politiquices de direita e esquerda, passou à reserva num posto baixo (major...) e, não tendo triunfado na política nem nos negócios voltam agora ao seu lugar à mangedoura, alegando terem sido prejudicados pela sua meritória passagem pela defesa das liberdades do povo (!).

É um reconhecimento da menoridade e irresponsabilidade dos militares que nem sequer assumem as consequências das suas escolhas - para o bem e para o mal.

Garante-se assim que todo o oficial chega a coronel (e cabos a sargentos - conheço alguns casos...) por muita asneira que tenham feito do 25 de Abril até aqui.

E nós sustentamos esse regabofe...

Vejam aqui o comentário ácido, como não podia deixar de ser, de um coronel - verdadeiro, não chegou lá por via da reconstituição da carreira...

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