Sunday, May 13, 2007

Fátima - 90 anos de embuste

Fátima é hoje um local de culto mariano perfeitamente implantado e estabilizado, com os factos que lhe deram orígem tão distantes no tempo que quaisquer dúvidas que tenham surgido no início e ao longo dos anos podem ser perfeitamente enquadradas e em nada afectam a sua "verdade histórica".

Saber se o que Lúcia disse em 1917 é mais verdade que o que foi dizendo ao longo dos anos, principalmente a partir de 1935, é um exercício que só ajuda a que Fátima seja falada, seja discutida, e, repito, em nada a afecta.

Naturalmente, daqui a 100 anos, o que contará será, como hoje, saber se o complexo é visitado por 5 ou 10 milhões de peregrinos, se o Papa vem ou não vem nesse ano, qual é o cardeal que preside, quantos milagres ocorreram, quantas toneladas de velas são incineradas (é um espectáculo e peras: as velas são autenticamente atiradas para as monumentais assadeiras construídas para dar vazão aos milhares velas que os devotos prometeram acender).

Andaram bem os padres que criaram Fátima, que apostaram em três pastorinhos, um meio tonto, uma muito pequenina e propensa a assumir o que a prima mais velha achava e uma "prima mais velha" marcadamente mitómana, teimosa e suficientemente esperta para perceber que tinha a ganhar tudo (enfim, perdeu a liberdade...) em alinhar no esquema. O cónego Formigão bem pode estar satisfeito, sobre a sua nuvenzinha: enquanto visconde de Montelo fez o que pode para publicitar o novo culto, para promover as peregrinações, para dar um substracto "sério" à coisa.

Da história completamente terra a terra (a boneca em cima da carrasqueira, do tamanho da Virgínia, a falar com uma voz fininha e a dizer, sem mexar os beiços, "eu sou a nossa senhora" ou "eu sou a imaculada conceição") que contou em 1917 evoluiu para uma história que foi retocando à medida que a sua "educação" conventual progredia, com uma senhora mais brilhante que mil sóis, com um manto onde se destacava uma estrela, um coração a sobressair do peito, sangrando abundantemente, a aparição precedida pelo anúncio de um anjo, enfim, um mimo!

Para a Igreja, a contas com o anticlericalismo dominante, aquilo foi uma verdadeira tábua de salvação, que vingou e que dá hoje receitas de que a Igreja tanto necessita.

A última vez que lá fui (não há mais de dois meses) não deixei de considerar uma notável coincidência a forma de nave espacial escolhida para a nova basílica. Fina de Armada deveria ter ficado muito satisfeita (não sei se é viva ou morta), ou não tivesse ela defendido a tese de que o que aconteceu em Fátima em 1917 foi uma visita de um extraterrestre a contactar a população local.

7 comments:

Fátima Santos said...

andas mais "afinado", irmão! a verve solta-se-te sem venenos ou dito em melhor forma e verdade de uma razão que, ao caso, julgo me assiste. Anda o meu irmão dizendo com o puro veneno envolto em cada letra mas sem que passe na verve sua pessoa em raiva que nos doa por se expor ele ao que não o merece. Boa! Gosto! E podia ter dito apenas após o lido: AMÉN. Isso se não fosse a nossa santa tia que Deus tenha!

Marques Correia said...

Se ampliarem a cara da santinha, vão ver que o "artista" desenhou a putativa virgem com a cara da Lúcia.
Não é gozo, é mesmo assim!

Anonymous said...

O EMBUSTE de FÁTIMA em 1917 «JAMÉ» aconteceria em 2017!... Em cem anos as mentalidades mudaram e como tal não seria fácil enganar o «ZÉ PARVINHO!...».

António said...

Estou 100º por cento de acordo com o comentário do Anounymous. "O EMBUSTE de FÁTIMA em 1917 «jamé» aconteceria em 2017!... Em 100 anos as mentalidades mudaram e como tal não seria fácil enganar o «ZÉ PARVINHO!...»." E daí, nunca se sabe... tantas vezez o «Povinho» tem sido enganado pela classe política (PS+PSD+CDS) que têm (des)governado este país já em pleno SÉCULO XXI!. Já é mais que tempo do «povinho» "abrir" a «pestana»! Já lá vão 36 anos desde a REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL de 1974! Mas como dizia o «Outro...», É SÓ FUMAÇA, O POVO É SERENO!!!... E, digo eu, o «POVINHO» TEM O QUE MERECE. Disse

Marques Correia said...

Amtónio Anónimo (o teu perfil não informa nada...),
só o PS, PSD e CDS?!
E o embuste do PCP que continua a enganar 10% do maralhae e que, a seguir a 25/4, quase conseguiu levar isto para aesfera do Grande Pai Staline (era só democravia, carago!)?
E o embuste do Bloco de Extrema Esquerda a fazer-se passar por esquerdinha moderada e anti clerical?!
Zé Parvinho? Só se fores tu, meu!

António said...

Caro Marques Correia. Não quero ir por aí... pelo insulto. A minha superiodade moral acima de tudo. Percebi que percebeu onde eu quis chegar quando disse e reafirmo que nos últimos 34 anos, o país tem sido (des)Governado pelo PS+PSD+CDS que levaram este país à situação em que se encontra. Não sei porque se admira! Ou anda muito distraído ou não vive neste planeta. Quanto ao Partido Comunista Português dir-lhe-ei apenas que ao longo dos seus quase 90 (NOVENTA) anos de existência sempre lutou pelas liberdades em Portugal durante a noite mais longa do fascismo, protagonizado por essa figura sinistra e de triste memória Oliveira Salazar. Com a Revolução de Abril de 1974 os Heróicos Capitães de Abril devolveram ao Povo Português as liberdades por que o PCP tanto se bateu durante quase meio-século!!!... com muitas vítimas às mãos dos esbirros da PIDE/DGS. Disse

Marques Correia said...

Caro Anónimo António (o seu perfil continua...anónimo),

não percebi essa do insulto.

Quanto ao PCP e o seu chefão Cunhal, não consigo perceber porque carga de água se chama antifascista a quem luta contra um regime fascista para instaurar em seu lugar outro regime fascista.

O modelo do PCP sempre foi a URSS, ou não? E a URSS era um país onde a liberdade era uma palavra com sentido?
E o Grande Pai Staline era um grande lider antifascista?

Meu caro António Anónimo, a tentativa de comunização que, sem ter mais que 15% dos eleitorado, o PCP tentou instituir, causou danos à economia que só já na década de 90 foram (parcialmente) corrigidos.

O PS e o PSD, infelizmente têm as suas clientelas sedentas de tachos e prebendas e a sua lógica grupal, mas mesmo assim, lá conseguiram ir levando o barco numa rota persistentemente de melhoria do nível de vida da população, em particular da mais desfavorecida.

Tem idade para se lembrar como eram os pobres que nos batiam à porta nos anos 50 e 60, descalços e a pedir pão? Eu lembro-me muito bem.

Hoje, os pobres (refiro-me aos mais pobres, aos pedintes) batem-nos à porta, calçados, vestidos e nutridos a pedir um dinheiriinho p+ara ajudar a pagar o colégio dos meninos, ajuda para pagar o gás, etc...

E ouça o final: a luta entre a Pide e o PCP (um contra, outro a favor da instituição do comunismo soviético em Portugal) estava, no 25 de Abril, num empate, com ligeira vantagem para a Pide.

Felizmente! Entre o Portugal de 24 de Abril e a Sóvia do Lenin a Brejnev até o Chico da CUF escolhia o primeiro...